terça-feira, 21 de janeiro de 2014

O Nome do Vento e O Temor do Sábio


   Oi, meus amigos! O cometário de hoje engloba dois livros: O Nome do Vento e O Temor do Sábio.
   Li as obras há um tempinho. Então, perdoem-me eventual lapso.
   O início é realmente arrebatador. A abordagem sobre uma personagem em pequenas revelações instiga. E é assim que começa a trilogia da Crônica do Matador do Rei.
   Por isso, você vai lendo; mais e mais.
   E, durante essa leitura, dois pensamentos me ocorreram (principalmente pelo fato de ser “rpgista”): “essa narrativa tem todos os elementos para apresentar um mundo de fantasia medieval diferente” e “esse cara (Kvothe) deve protagonizar inúmeras aventuras espetaculares”. Ao final dos dois volumes, somente um desses pensamentos se concretizou. Porém, tive uma agradável surpresa.
   O mundo criado por Patrick Ruthfuss é realmente fora da curva. É um cenário completo em seus elementos. Mapas bem elaborados, regiões e povos caracterizados de forma marcante, línguas, moedas, lendas, histórias... E a magia. A ideia lançada pelo autor sobre a magia foi muito cativante e inovadora.
   Aventuras, entretanto, não me deparei com tantas quanto eu imaginava; e pior, das que encontrei, não gostei muito. É que o nome da trilogia já remete à emoção, adrenalina, ao passo que a promessa do conto das proezas da personagem, conhecida em todo aquele mundo, remete a uma ideia de acontecimentos épicos. E isso, como já mencionei, não me foi mostrado. Talvez eu tenha esperado demais, mas o fato é que minha impressão nesse aspecto não foi boa.
   O que é exposto, todavia, nessas duas primeiras narrativas, é a formação de Kvothe, que vai superando as adversidades com criatividade, esperteza e inteligência, transitando entre diversos lugares e camadas da sociedade. E essa construção da personagem, para falar bem a verdade, me foi uma grata surpresa. Nesse sentido, devo destacar que o rapaz passa por muita coisa em em bem pouco tempo; vai de mendigo a uma espécie de assistente de “maer” (como se fosse um rei, mas sem o título), passando por músico e estudante de grande notoriedade.
   Além disso, entendo importante salientar que o autor tem tato; o cara é sensível (o Kvothe é sensível, pelo menos até agora), às vezes trazendo aspectos que me pareceram filosóficos (a abordagem sobre a “lethania” e a descrição dos ademrianos ilustram bem o que quero dizer). Contudo, exagera no “romancezinho” do nosso heroi (ou vilão). Muitas vezes pensei: “lá vai ele atrás dessa guria de novo...”. E isso trava a leitura; para mim, ele excedeu a dose e daí não ficou legal.
   Quero registrar, ainda, que os amigos do Kvothe foram bem elaborados, e a lição de amizade extraída da ligação entre eles é interessante.
   Por fim, por mais que não tenha gostado do aspecto “aventura”, tenho que admitir que os dois primeiros livros emolduraram um quadro que pode trazer a pintura de grandes feitos no terceiro volume (“The Doors of Stone”). É questão de aguardá-lo; seu lançamento está previsto para o ano que vem (traduzido, não sei quando):----> Link
   Considerando todos esses aspectos, o conjunto da obra, por enquanto, merece com nota 8 (só não é dez pelo quesito “aventura”).
  Para quem tiver interesse, segue uma entrevista com o autor sobre o primeiro livro: 
   Mais entrevistas podem ser encontradas no youtube.
  Aaaaa, em tempo, há notícia de que a Crônica virará série de TV.
   Era isso, pessoal. Até a próxima!

   William Bielenki

domingo, 19 de janeiro de 2014

Cantinhos para livros

Oiii! Boa noite pessoal!

Quem gosta de livros sabe o quanto importante é ter um cantinho para acomodá-los. Quem nunca sonhou com o seu?! Uma simples estante ou até mesmo uma biblioteca particular. Separei alguns cantinhos especiais para mostrar pra vocês. Aqui tem para todos os gostos. Clássicos, estilosos, divertidos, aconchegantes...  Espero que gostem da seleção. Até a próxima galera. =)












segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

Budapeste - Chico Buarque







         A história do livro se passa em duas cidades, Rio de Janeiro e Budapeste. Em cada cidade José Costa, personagem principal de nome bem brasileiro, tem um amor. A brasileira Vanda e a Húngara Kriska. O romance baseia - se em um livro que o personagem escreve, da qual seu lançamento é feito por outro autor e ele permanece no anonimato. Porém, furioso por ter suas belas palavras, suas idéias, roubadas.

        Nesse meio tempo ele aprende com Kriska a lingua que o diabo respeita(húngaro). "Fui dar em Budapeste graças a um pouso imprevisto, quando voava de Istambul a Frankfurt, com conexão para o Rio".

         As escritas poéticas foram as que mais me prenderam a atenção até o fim da trama. Tem uma leitura de fácil entendimento e rápida.  É um ótimo passatempo, lançado no ano de 2003 pela editora Companhia das letras.

        O livro recebeu comentários como o de José Saramago e Caetano Veloso. Recebeu também, um prêmio Jabuti por melhor ficção de 2004.

       A nota que vou atribuir é 9, pois é bem completo e bom. Porém não teve o final que eu esperava, mas é uma grande obra da literatura brasileira.


Alana Arrieche.

terça-feira, 7 de janeiro de 2014

Sherlock Holmes - O Cão dos Baskerville







             A trama descortina-se de pronto. Sherlock e Watson exercem a arte da dedução pela análise da bengala esquecida por seu visitante da noite anterior, que logo bate à porta e revela-lhes uma morte cercada de mistérios, mundanos e místicos.
Os investigadores de pronto se propõem a estudar o caso, tachado pelo próprio Holmes como um dos seus mais intrigantes até então, partindo em uma aventura cheia de encontros e desencontros, em meio a um local sombrio e propício ao anormal.
A história se desenrola facilmente, sem rodeios, e a cada página surgem novas pistas, algumas suprimindo as anteriores e outras as restaurando, o que proporciona um divertido jogo de adivinhação.
O Cão dos Baskerville é de tirar o fôlego; na verdade, li a obra em um só, o que me faz poupar comentários para que a minha surpresa seja também a do leitor. Entretanto, reservo-me o direito de referenciar que o livro fecha um grande quebra-cabeça, fazendo o que poucos fazem como Sir Arthur Conan Doyle: ligar pontos.
Não poderia terminar esse comentário sem dizer que a escolha precisa de palavras, tornando simples o complexo, e a completude das personagens são ingredientes sempre presentes nos escritos de Doyle, o que me faz gostar bastante de seu estilo.
Na minha opinião, o livro fica com 8,5 de nota. Por isso, recomendo a sua leitura.


William Bielenki

O Físico







Oi pessoal, como vocês estão?
O livro que comento hoje é O Físico e essa é minha impressão sobre ele. Espero que possa ser útil para vocês.
A história de Robert Jeremy Cole, da infância difícil na Londres de 1.021 à sua estabilização profissional e familiar, passando pela formação acadêmica peculiar, é trazida em O Físico de Noah Gordon.
O autor prende a atenção do leitor não apenas com a saga de Robert, mas também com diversas tramas menores, como a de seus companheiros Barber e Karim, sem descuidar de incorporar à ela aspectos históricos, sociais, românticos, religiosos e científicos.
Um tópico que não pode deixar de ser comentado é o estranho dom possuído por Rob, circunstância que, ao mesmo tempo em que lhe parece um fardo, lhe aproxima da medicina.
As descrições precisas, e por isso não enfadonhas, de locais e sociedades exploradas pela personagem principal são pontos fortes do livro.
Além disso, a linguagem direta, sem abrir mão de um vocabulário vasto, e a boa divisão dos capítulos são aliados de Gordon para conquistar o ledor.
Para aqueles que gostam de um livro tranquilo, mas capaz de emocionar em determinadas partes, é uma boa pedida. Não se assustem com o tamanho da obra, pois a narrativa flui sem rodeios, o que torna a leitura fácil; é que simplesmente seria impossível relatar uma vida com tantos acontecimentos em 100 páginas.
Todavia, para aqueles, como eu, que preferem algo mais agitado, não é a melhor opção.
Em razão dessa questão puramente subjetiva, atribuo nota 6,5 ao livro, lembrando que todo o mais agrada, de modo que vale a pena ler e conferir.
Aaah, o livro virou filme. Um link do trailer é esse: Trailer
Era isso. Até a próxima!


William Bielenki