quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

1356





Bom dia, meus amigos! O comentário de hoje é sobre o livro 1356, do Bernard Cornwell, que faço ouvindo Lifehouse.

“- Os homens me chamam de le Batard – disse. - E nós somos os hellequins. (…) - Vamos pegar seus cavalos e suas armas – continuou, depois virou o cavalo e instigou-o na direção das pessoas da cidade, ainda reunidas em volta da escadaria da igreja. - Paguem seus impostos! - gritou. - Tornem seus senhores ricos, para que quando nós os capturarmos eles possam nos pagar um grande resgate. Vocês vão ficar pobres, e nós, ricos! Vocês têm nossa gratidão. - As pessoas simplesmente o olharam boquiabertas.”

Esse é Thomas de Hookton, amado por seus seguidores, odiado pelos demais!

Em 1356, Bernard Cornwell revive o herói da Trilogia do Graal, e, mantendo-o inserido na Guerra dos 100 anos, ambienta o romance em torno de dois pontos: a busca por La Malice e da Batalha de Poitiers.

O livro inicia com o frei Richard na cidade francesa – recém invadida pelos ingleses – de Carcassone, à procura de La Malice – a espada que São Pedro brandiu para proteger Cristo.

Entretanto, não é somente o antigo guerreiro que procura o artefato.

O cardeal Bessières, que almeja o papado e acredita que o item o possa alavancar ao pontificado, também o busca, inclusive inventando uma “ordem sagrada” para dar mais respaldo à procura.

Outro que entra nessa disputa é Thomas. O conde William de Northampton, seu suserano, lhe determina que encontre a espada, pois, caindo em mãos francesas, poderia representar um acréscimo àquelas tropas.

A ordem chega ao arqueiro, agora Sir, em meio a uma disputa. É que seus hellquins tinham acabado de serem trapaceados por um nobre francês, que os contratara para recuperar sua mulher do amante. E, antes de partir para La Malice, Thomas tem de remediar essa situação.

É nesse contexto que o livro se desenvolve, culminando na batalha entre o Príncipe Eduardo da Inglaterra e o Rei João da França, passando por diversas contendas, algum romance e apresentando personagens bem legais, muitos efetivamente verídicos.

Um deles é o escocês William, Senhor de Douglas, que vai para a França com o objetivo de capturar o “cachorrinho Eduardo” - como chama o príncipe – e o trocar pelo rei de seu país, aprisionado pelo inimigo. Ufanista, confiante e brigão o nobre proporciona diálogos interessantes no livro – diria até engraçados. Isso porque fica realmente irritado com a conduta do rei da França, e a maneira como Cornwell coloca isso, para mim, é divertida.

Roland de Verrec é outro que merece apontamento. Com sua conduta ilibada, o cavaleiro, ao mesmo tempo que irrita com sua retidão, é digno de respeito por sua coerência.

Uma nota negativa a respeito das personagens fica em relação ao trato do irmão Michael. Na minha opinião, poderia ter sido melhor explorado. É que ele é apresentado com a aparência de que fará parte importante na história e, apesar de no decorrer dela ele chegue a desempenhar um papel significativo, parece que ele simplesmente some.

No cômputo geral, a história é bem legal, mas o ponto alto é a descrição da batalha de Poitiers, feita com maestria pelo autor. A nota histórica auxilia no seu entendimento e me deixou realmente estupefato ao saber da veracidade envolvendo a contenda.

Enfim, a leitura vale à pena, mas está longe de ser a melhor obra do inglês. Merece nota 8.

Até a próxima, pessoal! Boa leitura!
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*Editora Record; 420 páginas.














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