terça-feira, 27 de maio de 2014

As Últimas Quatro Coisas






Oi pessoal, como estão? Hoje, comento a continuação da saga A Mão Esquerda de Deus pelo livro As Últimas Quatro Coisas.
Com o fim da batalha de Silbury, entre os Redentores e os Materazzi, Thomas Cale retorna para Memphis, no intuito de se reencontrar com seus companheiros. Entretanto, acaba capturado nas imediações da cidade.
Logo é levado à presença de Bosco, que engendra um mecanismo capaz de azedar novamente o coração do jovem, que parecia se abrandar pela graciosa Arbell. É que o Lorde Redentor coloca a moça entre a cruz e a espada, o que, aliado à diminuição da paixão, a faz optar pelo caminho mais seguro para seu povo, em detrimento de seu amante. Bosco faz questão de Cale presenciar a conversa e ter acesso ao manifesto da garota, de modo a se sentir traído e retornar para o Santuário.
Com o garoto rancoroso ao seu lado, Bosco lhe revela o porquê de ter sido feito o seu preferido: ser a fúria de Deus, o ceifador ou, como preferirem, a Mão Esquerda de Deus – aquele que porá fim a humanidade corrompida, permitindo que o Criador inicie novamente seu plano maior. Aliás, Bosco acredita que esse acontecimento seja o merecido pelos homens, o que o fez iniciar uma guerra contra o maior império do mundo somente para ter Cale ao seu lado.
É com esse cenário que o livro inicia, com Bosco levando Cale até a Montanha do Tigre, um local sagrado para os Redentores. Lá, Bosco tenta incutir em Cale a sua importância e o seu destino, visando à lealdade do rapaz.
O tratamento de Cale passa ser o de uma celebridade, pelo menos dentro do âmbito da sociedade dos Redentores. Já não há mais espancamentos e até mesmo Bosco o trata com respeito (na maioria das vezes).
Na verdade, o garoto passa a ser visto com reverência, muito, é verdade, em razão de escritos exagerados promovidos por Bosco para engrandecê-lo.
O livro continua com Bosco contando mais de seu plano para Cale, que envolve o treinamento de uma elite de soldados pelo rapaz. Cada um desses homens treinaria outros mais e assim por diante, construindo-se, assim, um exército infalível, capaz de exterminar a humanidade.
Entretanto, um erro grosseiro de um Redentor altera o rumo dos fatos, fazendo com que Cale acabe por tomar como subordinados condenados à morte por heresia ou blasfêmia, conhecidos como Purgadores.
É com essas pessoas que Thomas vira a guerra entre os Redentores e a “Tribo” (adeptos dos antagonistas), o que o credencia, junto da sua reputação, é claro, a seguir o Redentor Van Owen, em uma luta contra os Antagonistas reforçados pelos Lacônicos.
Nessa guerra, circunstâncias inesperadas acontecem e Cale se vê ainda mais admirado pelos Redentores, que o elegem o novo comandante de suas tropas.
Ao mesmo tempo em que isso ocorre, Bosco promove uma reviravolta na Igreja Universal do Reino do Redentor Enforcado, e isso inclui uma revelação intrigante sobre o Papa.
Como se vê, parece que nesse volume o autor tende a demonstrar mais o lado militar de Cale. E isso acaba tornando a leitura um pouco enfadonha. Entretanto, as pinceladas de acontecimentos inusitados entre uma batalha e outra dão um pouco mais de dinâmica à narrativa, o que estimula a leitura.
Além disso, Paul Hoffman não esquece das personagens do primeiro livro, informando seus destinos. Em relação a isso, cito as passagens sobre Kleist, que ficaram muito interessantes, ainda mais pela caracterização dos Cleptos (leiam, senão estraga heheheh).
Henri Embromador continua agradando, pois o rapaz mantém sua postura de juízo, frente a um Cale agora “pop star” e, portanto, muitas vezes bastante convencido.
Por falar em Cale, este agora tenta entender Bosco um pouco mais, sem deixar de odiá-lo; mas parece, em meio a uma guerra de ego entre os dois, que passa a nutrir uma certa admiração pelas escolhas do mentor.
O final do livro, que abordarei como introdução à resenha do próximo volume, é interessante. É que, considerando todas as circunstâncias, seria inevitável.
Vale à pena ler e conferir.
Apesar de ter achado o livro bom, é inferior ao primeiro, de modo que atribuo nota 7,5 a ele.
Era isso! Até mais!

quarta-feira, 14 de maio de 2014

Suportes para leitura

Boa noite!

Estive um pouco afastado... mas faz parte! Foi mal! Heheheh

Hoje não resenho nada. Meu assunto é um que deveria ser considerado por todos os leitores: “suportes para leitura”.

Quem nunca ficou lendo um baita tempo e depois ficou com o pescoço doendo? Ou será que você nunca ficou com os cotovelos apoiados numa mesa, justamente para poupar o pescoço, e acabou com eles doloridos?? Enfim, eu já fiz isso tudo e tenho certeza que você ou fez as mesmas coisas ou fez outras diferentes que lhe causou aquele senhor desconforto.

Pensando nisso, adotei o suporte para leitura, mas não sem certa dificuldade.

E a dificuldade foi encontrá-los. Em papelarias e/ou livrarias ou não sabiam o que eu estava procurando ou me indicavam um suporte para Bíblia (que tem para tudo quanto é gosto e não era bem o que eu procurava):






Mas não desisti facilmente. Depois de umas pesquisas, encontrei esses modelos no Mercado Livre, que já dispunham das necessárias regulagens:


 




Em outra pesquisa, achei esse aqui:



O meu é esse:



Acabei mandando fazer e devo confessar: depois que passei a usá-lo, meu pescoço me agradeceu!

Fica a dica, pessoal, porque a leitura tem de ser divertida e não uma causa de uma lesão.

Grande abraço a todos!