sexta-feira, 25 de julho de 2014

O Bater de Suas Asas.






Boa noite, pessoal! A resenha de hoje é sobre o livro O Bater de Suas Asas, obra que encerra a Trilogia da Mão Esquerda de Deus.
Depois de vencer a batalha contra os lacônicos, ao mesmo tempo em que Bosco se livrava de seus adversários e se tornava Papa, Cale foge para a Leeds Espanhola. Lá, acredita poder estar o mais próximo possível da segurança, pois longe dos Redentores e inserido numa sociedade que talvez pudesse oferecer resistência aos padres. Além disso, a cidade suíça abriga IdrisPukke e Vipond, que, de certa forma, representam algum tipo de aliado a Thomas.
Entretanto, os acontecimentos não ocorrem de maneira tão simples.
Desde a entrada na cidade, o protagonista enfrenta problemas.
Primeiro, Henri Embromador é acertado por uma flecha.
Depois, há toda a tensão entre Cale e Arbel, que se encontra grávida e casada com Conn.
Ainda, matadores o perseguem.
E, como se não bastasse, parece que até o famigerado Kitt das Lebres tem planos para ele.
Toda essa pressão, ódio e revolta, além de ter presenciado e praticado diversas cenas hediondas, começam a pesar em Cale, deixando-o doente.
E o terceiro livro inicia justamente com Cale sendo tratado no Priorado, em Chipre.
O tratamento transcorre com dificuldade, inclusive com episódios brutais dentro do sanatório.
Após isso, Cale é dado como paciente à irmã Wray.
A forma com que a freira cuida de Cale é peculiar: com base na conversa e utilizando um fantoche como contraponto de seus argumentos.
Ao mesmo tempo em que Cale se trata, Kleist chega a Leeds Espanhola, reencontrando Henri Embromador, que, nesse meio tempo, quase é assassinado. Os dois planejam uma vingança contra os redentores que chacinaram os cleptos.
Esse plano vai de encontro aos de Kitt das Lebres, que manda matar os garotos.
De forma simultânea, Cale sofre atentado encabeçado pelos Trevors, safando-se por pouco; resolve, então, retornar, na companhia de uma velha conhecida.
No seu retorno, depara-se com os amigos como prisioneiros de Kitt, partindo numa missão suicida de resgatá-los.
Já sem prestígio e fraco, utiliza de toda sua inteligência para tentar dissuadir Kitt de dar fim à vida dos meninos. Mas é pela sua natureza violenta que resolve a situação, protagonizando uma cena surpreendente na narrativa.
Nesse ínterim, Conn é nomeado general do Eixo e encabeça uma batalha contra os Redentores. O resultado é surpreendente e muda o rumo da vida de Cale, que se vê como a única opção de comando contra os padres.
E o restante da narrativa trata da formação do “exército modelo”, das intrigas políticas de bastidores, da situação frágil da saúde de Cale, do crescimento de sua reputação e, logicamente, no embate final contra os Redentores.
Em resumo, é isso que acontece nessa obra.
O que posso dizer da Trilogia da Mão Esquerda de Deus é que ela é diferente.
O autor acabou focando muito mais num Cale general do que num Cale “o justiceiro”, como dava a entender no primeiro livro.
No cômputo geral da saga, foi legal o autor ter feito essa surpresa.
Entretanto, comparando os livros entre si, o segundo e o terceiro são bem inferiores ao primeiro, e isso, na minha opinião, está intimamente ligado a essa nova abordagem da personagem e do fato que isso trouxe cenas, digamos, mais truncadas, senão monótonas. Ouso dizer que, não fosse o bom final, o terceiro livro ficaria com uma nota bem mais baixa.
Mesmo não gostando tanto do segundo e do terceiro livros, não posso tirar o mérito do Paul Hoffman, que trouxe aspectos interessantes à narrativa, como a própria abordagem de Cale, que foi completa – tratou de seus defeitos, qualidades, anseios, medos, passado e futuro -, a melancolia de Kleist, o amadurecimento de Henri Embromador, as intrigas políticas, a guerra de poder (muitos aspectos reais, diga-se de passagem).
Além disso, destaco a personagem Bosco, que, apesar de eu nunca ter tido contato com um, retrata um fanático religioso como eu imagino que seja.
Os apêndices ficaram legais como proposta, mas achei a linguagem deles muito chata.
Por fim, senti fala das explicações do autor sobre de que obras ele tirou as “frases de efeito” inseridas nesse livro. Como no segundo ele fez essa explicação, não imagino que as desse tenham sido todas dele...
Em razão disso tudo, para mim, a terceira obra da série fica com nota 7 e a trilogia, com 7,3.

Era isso, pessoal. Grande abraço!


William Bielenki

3 comentários:

  1. Oi, tudo bem ?
    Te indiquei em um tag lá no meu blog, espero que não se importe.
    Beijos e até mais ;*
    http://santuario-dos-livros.blogspot.com.br/2014/07/tag-conhecendo-blogueira.html

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    1. Oi Luuh, blz? Valeu pelo tag; em breve a Alana irá responder em nosso nome.Bj!

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  2. Depois de ler essa resenha, e ver como o livro é bom, vou ter que ler!

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